29.9.06
27.9.06
26.9.06
Sucessão em São Paulo
25.9.06
Sobrinha

Rarara
Atualizando: Será no Clube Espéria e se pretende um ato em favor do voto popular. Ah, tá. É ridículo mesmo.
24.9.06
Segue o teu destino
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.
Suave é viver só
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses
Vê de longe a vida
Nunca a interrogues
A resposta está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração
Os deuses são deuses
Porque não se pensam
23.9.06
O alívio

Acabou. Acabou com distinção, acabou com flores, acabou com amigos e cerveja, música e risada.
Quando saí de casa, de manhã, pensei que o que eu desejava daquela tarde era ficar satisfeita, com a defesa, com os comentários, com o meu trabalho. E no final, aconteceu muito mais do que eu poderia esperar.
Durante a primeira argüição, a que eu mais "temia", sinceramente, fiquei nervosa, não consegui responder tudo, mas senti que meu trabalho foi considerado, lido, avaliado, discutido. A recompensa.
A segunda argüição foi mais tranqüila em termos do meu nervosismo, e no entanto, foi surpreendente. O professor trouxe tantas novas questões, ofereceu tantos contrapontos interessantes. A sensação de que meu trabalho era inserido num debate intelectual profundamente sofisticado foi a coroação da recompensa.
No final, meu orientador fez uma fala bonita, citou um trecho da dissertação, e no final do final ainda repetiu a nota, quando meu avô entrou na sala depois da aprovação já ter sido anunciada. Ele, que durante esses anos meu ensinou muito sobre a vida, e me encantou com uma profunda generosidade, não fez por menos em minha defesa. Talvez por isso a principal qualidade de minha banca examinadora tenha sido a generosidade: eu estava ali com dois professores altamente gabaritados, que me convidaram ao debate, fazendo com que pudéssemos, todos, aproveitar aquele momento da melhor maneira possível.
Depois, a merecida comemoração. Estavam lá o primeiro namorado, o amigo do primário, os amigos da faculdade, do mestrado, os amigos da vida, as amigas que já sabiam que o resultado seria esse, as amigas que estiveram comigo, em todos os momentos, nas lamentações, na leitura, no ombro, no estímulo. O amigo novo que esteve nos últimos dias, muito presente. Estavam meu irmão, minha cunhada, e minha irmã que me abraçou e lembrou do dia em que nós vimos, no setor de informações da USP, a lista de aprovados da Fuvest 1998. Acabou, e mais que alívio, acabou com alegria.
20.9.06
Amnésia

O orientador-fofo-da silva me convidou para almoçar e depois irmos juntos para a defesa. E disse para eu não ler a dissertação agora, que só atrapalha. Eita, mas e se eu esqueci tudo? Então vou seguir o conselho dele pelo menos uma vez na vida. Hoje uma amiga me desejou sucesso. Nem precisa, quero só que passe mesmo.
Campanha Eleitoral
Sobre a maravilhosa cobertura feita pela mídia, tão imparcial e honesta, links aqui e aqui.
No mais, gostaria de acrescentar duas perguntinhas que, ao que parece, foram absolutamentes descartadas até agora:
- o que consta do dossiê?
- se o PT fez o dossiê, por que haveria de comprá-lo?
- a quem interessa tumultuar o processo eleitoral neste momento, em que o presidente Lula segue com 50% das intenções de voto?
19.9.06
Ah, o show

18.9.06
Quando eu era adolescente, sempre voltava da escola com o meu amigo negro, que morava numa rua um pouco acima da minha. Ele me acompanhava e depois seguia sozinho, e naquele dia eu fiquei no portão, enquanto ele continuava a subir a avenida da minha casa. Um quarteirão acima, olho e tomo um susto: ele estava sendo revistado por policiais, “tomando uma geral”, como a gente falava na época. Depois do constrangimento de ser parado numa tarde ensolarada numa rua pacata de um bairro de periferia, meu amigo leva um tapa na cabeça, e os policiais o mandam seguir. Naquele dia eu sabia que se tratava de racismo, porque ele era um garoto negro de periferia. Eu sabia que aquele tapa era uma arbitrariedade. Aquela cena me chocou e eu nunca esqueci. Nem nunca tive coragem de contar a ele que eu vi.
17.9.06
15.9.06
Pensa que tem gente nesse mundo que se presta a todo tipo de coisa. Aí está a graça e o problema.
Outra música. Solidão de manhã, poeira tomando assento, rajada de vento, som de assombração. A música traz a lembrança daquele moço alto e magro. Lembrança dele dentro. Ela sabe que não é com ele, que não quer com ele. Mas também não sabe como é com ela.
Sente uma vontade grande de sentir vontade o suficiente. Que permita voltar, sei lá. Não, não voltar para ele. Voltar para si.
13.9.06
Biblioteca
11.9.06
Ah
Chicote
10.9.06
Últimas
- Hoje eu fiz bacalhoada. E ficou ótema. Nossa, nem acredito que tive tamanha competência.
- Em compensação, bolo não sai nessa cozinha, de jeito nenhum.
- Falta uma semana para o show do Chico, estou contando nos dedos.
- Falta quatro dias para a defesa da minha amiga, e eu já estou nervosa por ela.
- Para a minha defesa, falta onze dias. Já estive mais apreensiva, confesso.
- Vou receber a visita da minha melhor amiga de infância, depois de dez anos sem nos vermos. Ela vai ficar aqui em casa alguns dias, provavelmente assiste à defesa.
- Crise no PSBD? Serra disse que não. Você acredita?